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terça-feira, 30 de junho de 2026

Crítica | House of the Dragon – 3X02: Queen’s Landing

* Atenção, essa resenha critica contém spoiler!

Depois de uma estreia explosiva, a terceira temporada de House of the Dragon mostra que não pretende viver apenas de grandes batalhas e dragões. O segundo episódio desacelera o ritmo na medida certa para aprofundar seus personagens, sem renunciar à sensação constante de que a guerra está prestes a consumir Westeros por completo. O resultado é um episódio que confirma a boa fase da série e sugere que a produção finalmente encontrou o equilíbrio que faltou em boa parte da 2ª temporada.

Jacaerys Velaryon e Rhaenyra Targaryen - HBO

A narrativa começa exatamente onde o episódio anterior terminou, explorando as consequências devastadoras da Batalha da Goela. A morte de Jace deixa Rhaenyra completamente devastada e estabelece o tom emocional do episódio. O luto da rainha não é apenas uma tragédia pessoal: ele redefine sua postura diante da guerra. Pela primeira vez, a conquista do Trono de Ferro parece ter um preço alto demais, e essa dor influencia praticamente todas as decisões tomadas ao longo da história.

Enquanto #TeamBlack tenta reorganizar suas forças, diferentes frentes do conflito avançam simultaneamente. Daemon continua assumindo um papel decisivo na campanha militar, reunindo aliados e preparando o terreno para o ataque a Porto Real. Ao mesmo tempo, personagens como Corlys, Alyn, Addam e Rhaena ganham espaço suficiente para que suas trajetórias deixem de existir apenas em função dos protagonistas. A série continua expandindo seu universo sem perder de vista os dramas individuais que sustentam a narrativa.

Daemon Targaryen - HBO

Do outro lado, a situação do #TeamGreen se desmorona rapidamente. Alicent tenta preservar o pouco de estabilidade que ainda resta em Porto Real, enquanto Aegon e Larys buscam sobreviver longe da capital. Vale destacar o diálogo em que a Helaena, rainha consorte, dá ordem para ninguém atacar os dragões da forma mais fofa do mundo. É da personagem também um dos poucos momentos engraçados do episódio, quando ela revela à mãe o desejo de criar galinhas. Apesar do breve alívio cômico, o situação dos “verdes” é de absoluta tensão e o poder construído pelos Hightower começa a enfraquecer diante do avanço de Rhaenyra, mas a série evita transformar esse movimento em uma vitória triunfal. Cada conquista vem acompanhada de grandes perdas.

Alicent Hightower e Helaena Targaryen  - HBO

É justamente nesse ponto que HOTD demonstra uma de suas maiores qualidades. Por trás dos dragões, batalhas e disputas pelo trono existe uma tragédia profundamente humana e isso enriquece a obra de uma forma absurda. A guerra não traz apenas destruição e danos físicos: ela corrói relações, rompe antigos laços de confiança e transforma personagens que antes buscavam evitar o conflito em figuras dispostas a cruzar limites cada vez mais perigosos.

Essa abordagem fica evidente na relação entre Rhaenyra e Alicent, que continua sendo o verdadeiro coração emocional da série, como nós já havíamos falado na resenha do episódio anterior. Desde a primeira temporada, ambas parecem ser vítimas das circunstâncias, pressionadas por deveres políticos, expectativas familiares e pela violência iniciada por outros homens ao seu redor. O pacto estabelecido entre as duas para evitar um banho de sangue em Porto Real parecia representar uma última tentativa de preservar algo da amizade que elas compartilharam no passado. 

No entanto, a execução de Otto Hightower muda completamente esse cenário. Sem encontrar Aegon, Rhaenyra decide fazer justiça pelas próprias mãos e sacrifica qualquer possibilidade de reconciliação. Alicent, ao encontrar o corpo do pai, entende que não existe mais espaço para acordos ou concessões. O conflito deixa definitivamente de ser apenas político e passa a ser também pessoal, tornando ainda mais doloroso o inevitável o confronto entre as duas.

Se o roteiro impressiona pela construção dos personagens, a produção continua entregando um espetáculo visual digno da franquia. A direção alterna cenas intimistas com sequências grandiosas envolvendo dragões, enquanto a fotografia recupera parte do dinamismo e da energia que sentimos falta na temporada anterior. A impressão é de que a série abandonou o ritmo excessivamente contemplativo que marcou vários episódios da segunda temporada para abraçar uma narrativa mais direta, sem perder sua identidade.

Rhaenyra Targaryen - HBO

Ao final do episódio, a chegada de Rhaenyra ao Trono de Ferro representa uma vitória apenas parcial. Ela finalmente ocupa o lugar que considera seu por direito, mas chega até ele marcada pelo sangue, pela perda dos filhos e pela certeza de que a guerra ainda está longe do fim, afinal, conquistar o poder pode ser possível, mas ninguém sai ileso dessa jornada.

Nota: 9.0/10.0

Por: Felipe Tavares

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Crítica | House of the Dragon (3x01) recupera sua força em uma estreia grandiosa e emocionante

* Atenção, essa resenha critica contém spoiler!

Imagens da "Batalha da Goela" - HBO

Depois de uma segunda temporada que dividiu opiniões por seu ritmo mais lento e pela constante sensação de que algo grandioso estava prestes a acontecer e que nunca se concretizava, “House of the Dragon” retorna em sua terceira temporada mostrando que a espera finalmente valeu a pena. E como valeu...

O primeiro episódio já começa com os dois pés na porta, ao representar a aguardada “Batalha da Goela”, dito por alguns estudiosos da “nerdolância” como um dos eventos mais importantes e devastadores da Dança dos Dragões, e o maior confronto naval da história de Westeros. A sequência é impressionante não apenas pela escala, mas pela forma como combina espetáculo visual e emoção. A frota de Corlys Velaryon (Steve Toussaint) enfrenta a Triarquia em um confronto marítimo que entrega tudo aquilo que muitos espectadores sentiram falta na temporada anterior: urgência, consequências e sensação real de perigo. É como se showrunner e sua equipe estivessem dizendo ao público que agora não há mais tempo para preparação. A guerra chegou, e chegou com força.

Também destaco o quão satisfatório foi assistir a morte de Sharako Lohar (Abigail Thorn), facilmente uma das personagens mais insuportáveis da série. Em contrapartida, no mesmo episódio, damos adeus a Jace (Harry Collett), o filho mais velho de Rhaenyra. Apesar dele ter um arco em age de forma intempestiva, leviana e até “mimada”, foi trágico acompanhar não só sua partida, como também a do seu dragão Vermax. Essa morte promete afetar profundamente a protagonista da série e os rumos da guerra. 

Outro destaque, esse foi negativo porque quase me fez ter um treco, foi a sucessão de trapalhadas que a Rhaena Targaryen, montada no Roubovelha (Sheepstealer), causou durante a batalha. Se não vai ajudar, também não atrapalha, né?

Jacaerys Velaryon - HBO

Já na questão técnica, HOTD alcança aqui seu ponto mais alto. A direção de fotografia, sob o comando de P.J. Dillon, é um trabalho lindíssimo, os efeitos visuais impressionam na maior parte do tempo e a edição de som também merece um destaque especial. Cada grito, cada explosão de fogo e cada morte carregam um peso que amplia a brutalidade do conflito. Os dragões continuam sendo um espetáculo à parte, mas o que realmente chama atenção é a forma como a direção consegue alternar entre a grandiosidade das batalhas e os momentos mais íntimos dos personagens. E é justamente nesses momentos que a série encontra sua maior força.

Se existe algo que HOTD faz melhor do que qualquer outra produção atual de fantasia, é explorar relações humanas corroídas pelo poder. Além disso, desde a primeira temporada, o verdadeiro coração da história sempre foi a relação entre Rhaenyra Targaryen (Emma D'Arcy) e Alicent Hightower (Olivia Cooke). E já no primeiro episódio, a série dá sinais de que essa relação caminha para ocupar novamente um papel central na narrativa da terceira temporada. Ainda assim, convém manter a cautela, já que a série carrega um histórico frustrante de criar expectativas que acabam não se concretizando.

Alicent Hightower e Rhaenyra Targaryen  - HBO

Por fim, o que fica após o primeiro episódio, é a sensação de que HOTD encontrou um ponto de equilíbrio que até então parecia ter se perdido. A série continua sendo um espetáculo visual gigantesco, mas agora conseguiu combinar em cerca de 60 minutos de exibição, uma batalha épica com personagens mais interessantes, conflitos mais humanos e diálogos carregados de peso dramático.

Talvez eles nunca alcancem o mesmo impacto cultural de “Game of Thrones”, mas, pela primeira vez desde a estreia, “House of the Dragon” parece tão grandiosa quanto sua antecessora. Eu assisti ao episódio com o meu namorado em pleno domingo à noite, e o que vimos em tela foi avassalador, de tirar o fôlego (e o sono!). Quase um gatilho pré-segunda-feira para dois ansiosos como nós! E se a temporada mantiver o nível apresentado nesse 3x01, estaremos diante não apenas da melhor fase da série até agora, mas também de uma das melhores produções televisivas do ano. E o mais interessante? É a sensação de que o melhor ainda está por vir...

Nota: 9,2 / 10,0

Por: Felipe Tavares

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Glee: uma série revolucionária que foi marcada por polêmicas e perdas

 Lembro-me até hoje da estreia de Glee, em 2009. A série encheu os olhos da, até então, adolescente “viada”, que vos fala. A produção era um prato cheio para os fãs da comunidade LGBTQIAPN+ e rapidamente se transformou em algo muito maior do que uma simples série musical adolescente. Misturando humor, drama e performances marcantes, a produção conquistou fãs ao redor do mundo, impulsionou carreiras, levou canções de volta às paradas de sucesso e ajudou a ampliar discussões sobre diversidade, inclusão e representatividade na televisão. Durante seis temporadas (as três primeiras excelentes), o programa se consolidou como um dos maiores fenômenos da cultura pop do início da década de 2010.

Mas, enquanto a ficção retratava histórias de superação, amizade e sonhos, os bastidores da série acumulavam episódios muito mais sombrios. Ao longo dos anos, Glee foi marcada por mortes prematuras de integrantes do elenco, acusações graves, prisões e relatos de conflitos entre seus protagonistas.

Neste artigo, vamos relembrar o legado de “Glee” e as principais polêmicas que marcaram sua trajetória dentro e fora dos estúdios.

Lea Michele x Naya Rivera

Essa foi a rivalidade mais famosa da série.

Em seu livro de memórias, Naya Rivera afirmou que ela e Lea Michele tinham uma relação difícil, especialmente quando a personagem Santana ganhou mais destaque na trama. Rivera escreveu que Michele não gostava de dividir os holofotes e que a amizade entre elas se deteriorou ao longo dos anos.

Em 2014, Rivera chegou a ser temporariamente afastada de um episódio após uma discussão nos bastidores, o que impulsionou ainda mais os rumores de conflito.

Anos depois, Ryan Murphy afirmou que a rivalidade existiu, mas que foi exagerada pela imprensa. Ele disse que também houve conflitos entre homens do elenco e que nunca receberam a mesma atenção midiática.

Lea Michele x Samantha Ware

Em 2020, a atriz Samantha Ware acusou Lea Michele de ter tornado sua experiência na série um "inferno". Ware afirmou que Michele chegou a fazer ameaças profissionais e humilhações nos bastidores.

Segundo Samantha, Lea disse a todos que, se tivesse a oportunidade, "faria cocô em sua peruca", além de ameaçar seu emprego e a mandar calar a boca no set. Apesar de não termos a confirmação oficial de que a atriz realmente tenha feito isso, ninguém do elenco, que testemunhou o acontecido, aparecer para negar essa informação. Inclusive muitos deles se manifestaram a favor de Samantha. Heather Morris, que interpretou Brittany, afirmou que Michele era desagradável de trabalhar e o mau comportamento dela era bastante conhecido nos bastidores. Amber Riley e Alex Newell, em seguida, fizeram comentários sugerindo que as acusações não eram nenhuma novidade, apesar de não detalhar nenhuma experiência pessoal de bastidor.

Diante de todo esse caos, Lea Michele postou um pedido público de desculpas e disse que não se lembrava dos episódios relatados, mas reconheceu que poderia ter causado sofrimento. A diva tem memória fraca né?

Ryan Murphy x Naya Rivera

Após a saída conturbada de Naya Rivera de um episódio na quinta temporada, surgiram relatos de tensão entre a atriz e a direção da série. Embora Murphy tenha elogiado Rivera diversas vezes posteriormente, houve um período em que a relação profissional ficou estremecida.

Também houve atritos criativos com alguns integrantes do elenco ao longo dos anos, especialmente relacionados à carga de trabalho extremamente intensa da série, que exigia gravações, dança, canto e divulgação simultaneamente.




Blake Jenner vs Melssia Benoist

A partir da quarta temporada, Glee teve uma grande reformulação no seu casting. Rostos novos entraram e protagonizaram a série ao lado do elenco veterano, que passou a integrar outros núcleos após a formatura do “high school”. E nem por isso os novatos eram menos polêmicos.

Blake Jenner, que interpretou Ryder Lynn, admitiu publicamente comportamentos tóxicos e abusivos durante seu relacionamento com a atriz Melissa Benoist, que interpretou Marley Rose, seu par romântico na mesma série. O caso gerou forte repercussão anos depois, quando Melissa protagonizava a série Supergirl.

O adeus a Cory Monteith

Cory Monteith foi protagonista de Glee em cinco das seis temporadas do seriado, onde viveu Finn Hudson. Na série, o ator fazia par romântica com Lea Michele, que também foi sua namorada na vida real.  Em julho de 2013, enquanto a série ainda era exibida na TV norte-americana, ele foi encontrado sem vida em um quarto de hotel devido a uma overdose de álcool e heroína. Sua morte mudou completamente os rumos da produção e teve uma bela homenagem, que rendeu um dos episódios mais lindos da série, intitulado "The Quarterback". Exibido nos EUA em 10 de outubro de 2013, o terceiro capítulo da quinta temporada  de Glee retratou o luto e o legado do seu personagem.

O episódio foi um enorme evento televisivo, rendendo uma audiência de 7,4 milhões de espectadores, números que o programa não via há anos. E a repercussão também foi extremamente forte entre os fãs e a crítica televisiva. Muitos elogiaram a decisão da série de tratar a perda de uma forma sensível e respeitosa, incorporando o luto real do elenco às emoções dos personagens, que estavam sofrendo de forma genuína pela perda de Monteith nas cenas.

Até hoje, "The Quarterback" é citado como o episódio mais difícil e emocionante da série, além disso foi o mais bem avaliado de todo o programa com uma nota de  9,5/10 no IMDb. As músicas cantadas no episódio também se destacaram e entraram para as paradas de sucesso. Make You Feel My Love (de Bob Dylan, eternizada na voz da Adele), foi lindamente interpretada por Lea Michele, sua namorada dentro e fora das câmeras, e acabou se tornando a música mais vendida do episódio e entrou na Billboard. If I Die Young, dos The Band Perry, interpretada por Naya Rivera, também entrou nas paradas e foi amplamente aclamada pelos fãs.

Prisão e morte de Mark Salling

De certa forma a vida imitou a arte no que diz respeito entre o temperamento de cria e criador. Mark Salling viveu o bad boy problemático Puck na série. Fora das câmeras, o ator e cantor acabou sendo preso após uma investigação por posse de material ligado a abuso sexual de menores.

Em 2017, ele se declarou culpado e um ano depois, antes da sentença definitiva, acabou cometendo suicídio. O caso é considerado um dos episódios mais chocantes ligados ao elenco de Glee.

Prisão e morte de Naya Rivera

Naya Rivera, que viveu Santana, uma das personagens mais queridas e populares da série, foi presa em 2017 sob acusação de violência doméstica contra seu então marido, Ryan Dorsey. Posteriormente, o caso foi arquivado e as acusações foram retiradas.

Três anos depois, ela teve uma das mortes mais tristes e trágicas ligadas ao elenco, vítima de um afogamento. Ela foi encontrada sem vida em um lago da Califórnia, aos 33 anos de idade, após fazer um passeio de barco com seu filho de 4 anos. Na ocasião, eles foram nadar, e por alguma intercorrência, ela precisou salvar o filho, ajudando-o a subir dentro do barco, mas não teve forças para subir ela mesma. Na manhã seguinte, o garoto foi encontrado sozinho, dormindo em um barco à deriva, e até a morte, por afogamento acidental, ser confirmada, Naya foi dada como desaparecida pelas autoridades.

Bittersweet moment! Apesar de tudo, Glee continua inesquecível

Depois de tantas polêmicas, conflitos e tragédias, seria fácil resumir Glee apenas pelos acontecimentos que marcaram seus bastidores. Mas, para quem acompanhou a série durante sua exibição, o legado vai muito além disso.

Glee foi uma produção que marcou uma geração, apresentou personagens que se tornaram referência para muitos jovens e transformou versões musicais em verdadeiros fenômenos. Em alguns casos, as releituras da série acabaram ficando até mais populares e melhores do que as gravações originais.  As minhas favoritas seguem sendo as regravações de "Don't Stop Believin'", "Valerie" e "Smooth Criminal". As duas últimas, são ótimas nas vozes originais de Amy Winehouse e Michael Jackson, respectivamente. Mas não tem jeito, para mim, a versão de Glee de ambas, são ainda melhores.

E o que falar do meme de que a Lea Michele não sabe ler? Isso me arranca boas risadas até hoje e me coloca pau a pau com o Felipe da quinta-série de muitos anos atrás. Eu amo demais essa teoria e como tem vídeos que reforçam ela!

No fim das contas, apesar dos escândalos, das controvérsias e das perdas que marcaram sua trajetória, Glee permanece como um dos fenômenos mais importantes da cultura pop dos anos 2010. Uma série imperfeita, caótica e muitas vezes controversa, mas que deixou uma marca impossível de ignorar.

Por: Felipe Tavares

terça-feira, 16 de junho de 2026

15 atores de Hollywood que falam português fluentemente (e você provavelmente não sabia)

O português não é exatamente um dos idiomas mais comuns em Hollywood — mas surpreendentemente, uma boa lista de atores e atrizes internacionais falam o nosso idioma com fluência. Em muitos casos, isso acontece por raízes brasileiras, infância no Brasil ou até interesse pessoal pelo idioma.

Em clima de Copa do Mundo, reunimos 15 nomes conhecidos do cinema e da TV que falam um português brasileiro crocante e chocam a gente com aquele sotaque gringo super fofo:

15. Tasya Teles

Nascida em Toronto, no Canadá, Tasya tem pais brasileiros, o que fez do português um idioma falado de forma natural e constante na sua criação. Conhecida por séries como “The 100” e “The Good Doctor” ainda não temos muitos registros e entrevistas dela falando português.

14. Maiara Walsh

Filha de mãe brasileira, Walsh cresceu com contato direto com o português em casa. Ela nasceu nos EUA, e ficou famosa no Brasil ao participar do spin-off de “As Visões da Raven”“Cory na Casa Branca”, além disso, em seguida, ela antagonizou um dos piores filmes que eu já vi na vida, “Meninas Malvadas 2”.

E a lista de más escolhas cinematográficas em produções de qualidade duvidosa não param por aí. Ela também fez o pavoroso “Jogos Famintos”, uma sátira tenebrosa e ultrajante de “Jogos Vorazes”. A atriz também já fez alguns trabalhos no Brasil, como o mediano “Diário de Intercâmbio”, da Netflix ao lado de Larissa Manoela e a novela bíblica “Reis”, da Record. Walsh não é conhecida pelos seus atributos dramáticos (que é quase inexistente), mas ela é bem fofa e tem um sotaque super gostoso de ouvir.

13. Rudy Mancuso

Rudy Mancuso, nasceu em Nova Jersey, EUA e é filho de mãe brasileira. O ator do filme “Música”, da Prime Video — que eu ainda não tive a oportunidade (e nem a vontade) de assistir, deu entrevistas recentes falando um belo de um português ao lado da sua noiva, Camila Mendes (outra atriz de raízes brasileira). Além de tudo, o cara é bonito e merece um lugarzinho aqui na nossa lista!

12. Jordana Brewster

Jordana Brewster nasceu no Panamá, mas passou sua infância no Brasil. A atriz, que vive nos Estados Unidos, tem forte ligação com o Brasil e já chegou a dizer que adorava a Xuxa quando era criança — Ela é minha ídola! confessou a atriz aos risos uma entrevista falada em um português quase perfeito para o SBT.

Brewster ficou conhecida por participar da franquia “Velozes e Furiosos”, interpretando Mia, a irmã do personagem de Vin Diesel e interesse amoroso do saudoso Paul Walker.

11. Jaime Camil


O Jaime é uma figura. Nascido na Cidade do México, Camil tem mãe brasileira e um interesse genuíno na cultura brasileira. Fluente em português, Jaime Camil já namorou a apresentadora Adriane Galisteu e ficou nacionalmente conhecido ao protagonizar “A Feia Mais Bela”, remake mexicano do sucesso colombiano “Betty, a Feia”, exibido em 2006 no SBT.

Em Hollywood, Jaime Camil fez um dos personagens mais engraçados e apaixonantes que eu já vi em uma série de TV, o excêntrico Rogelio De La Vega em “Jane, the virgin”, uma série de comédia dramática que eu recomendo vividamente para todos assistirem. Foi, inclusive, por esse papel, que Jaime Camil foi indicado ao Critics' Choice Television Awards em 2015, na categoria “Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia”.

10. Camilla Belle

Camilla Belle, nasceu em Los Angeles e é filha de mãe brasileira, inclusive seu nome é uma homenagem a uma personagem vivida por Renata Sorrah na novela "Cavalo de Aço" em 1973, na TV Globo

Eu me apaixonei pela Camilla, ainda na pré-adolescência, assim que a vi no suspense “Quando um estranho chama”. A crítica não morreu de amores por esse filme, mas eu guardo ele num lugar especial do meu coração. Camilla Belle sempre foi extremamente fofa e gentil nas entrevistas que deu ao Brasil, fazia questão de falar tudo em português e exaltar o orgulho de suas raízes.

Sem trabalhos notáveis na TV e Cinema desde que que mereçam citação aqui, com exceção de "Jurassic Park", Camilla chegou a fazer um filme brasileiro, “À Deriva” com Vincent Cassel e Deborah Bloch, mas ganhou notoriedade mesmo ao namorar um dos Jonas Brothers na década passada.

9. Barbie Ferreira

Filha de pais brasileiros, Barbie Ferreira nasceu em Nova York e fala português desde criança. Sempre muito animada e simpática nas entrevistas em português, Barbie ganhou destaque mundial ao interpretar Kat no hit da HBO “Euphoria”.

A atriz novaiorquina, que arranha um excelente português, também fez parte do elenco de “Não, não olhe!”, dirigido por Jordan Peele, um dos meus cineastas favoritos de todos os tempos.

8. Vincent Cassel

Talvez Vincent seja o mais brasileiro dessa lista. Nasceu na França, mas morou durante muitos anos no Brasil e tem um forte vínculo com o país. Vincent atua em inglês, francês e português.
Para se ter uma ideia, durante a sua participação na série de “Westworld” da HBO, muitos brasileiros elogiaram o português dele, chegando a comentar que ele falava melhor do que alguns personagens brasileiros da série.

Além disso, Vincent Cassel tem um excelente currículo. Além de “Westworld”, o ator francês já fez parte da franquia “Onze Homens e um Segredo”, fez o excelente “Cisne Negro” com a Natalie Portman, o chocante “Irreversível” ao lado da sua ex-esposa, Monica Bellucci.

No Brasil ele participou de “À Deriva”, que contou com Camilla Belle e Deborah Bloch no elenco, “O Filme da Minha Vida”, dirigido por Selton Mello e “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues.

7. Daniel Brühl

Poliglota, Daniel Brühl possui nacionalidade espanhola e alemã, e domina diversos idiomas, incluindo o português. Seu pai, Hanno Brühl, nasceu em São Paulo, no Brasil, mas é de origem alemã. Esse ator incrível protagonizou um dos filmes da minha vida, “Adeus Lênin!”. Além disso, ele carrega um currículo invejável que inclui títulos como “Bastardos Inglórios”, “Rush: No Limite da Emoção”, “Capitão América: Guerra Civil”, “Falcão e o Soldado Invernal” e o vencedor do Oscar “Nada de Novo no Front”.

6. Philippine Leroy-Beaulieu

Atriz dona de um nome quase impronunciável, Philippine Leroy-Beaulieu fala português porque passou parte da infância e adolescência no nosso país. Nascida em Roma e filha do ator francês Philippe Leroy, Philippine viveu em diferentes países durante a juventude. Em entrevistas, ela contou (em português) que morou alguns anos no Brasil e aprendeu o idioma nessa época, além do francês, italiano e inglês. Por isso, quando dá entrevistas para veículos brasileiros, frequentemente consegue entender e responder em português. O idioma não é sua língua materna, mas ela o fala em um nível muito bom.

Leroy-Beaulieu ficou mundialmente conhecida mais recentemente por interpretar Sylvie Grateau em “Emily in Paris”, mas já era uma atriz muito respeitada no cinema e na televisão francesa décadas antes da série.

5. Alfie Enoch

Esse gatinho britânico é filho de mãe brasileira e teve uma criação bilíngue. Alfie fala português fluente e tem em sua filmografia nada mais, nada menos do que a saga “Harry Potter” e ganhou relevância internacional ao ser um dos destaques da série “How to Get Away with Murder”, que eu particularmente gosto bastante.

No Brasil, ele protagonizou ao lado de Taís Araújo, o excelente “Medida Provisória”, filme que marcou a estreia de Lázaro Ramos na direção.

Alfie Enoch é bem animado, adora o Brasil e vira e mexe é fotografado curtindo alguma festinha aqui no nosso país!

4. Anna Chlumsky

Anna Chlumsky, que estrelou “Veep” e o filme clássico da Sessão da Tarde, “Meu Primeiro Amor”, surpreendeu os brasileiros quando uma equipe de reportagem brasileira a entrevistou e ela fez questão de falar português durante o red carpet de uma das edições do Emmy Awards, no qual ela concorria como atriz coadjuvante em série de comédia pelo seu desempenho na sátira política, “Veep”.

Em um bom português, Anna contou que aprendeu o idioma por motivos pessoais. Ela já namorou um brasileiro e aprendeu português para falar com a mãe dele. Uma fofa né?

3. Mia Goth

A neta da atriz brasileira Maria Gladys!

Mia Goth é uma atriz britânica, com raízes brasileiras. Passou parte da infância vivendo na cidade do Rio de Janeiro junto com a sua avó materna, a excelente atriz brasileira Maria Gladys.

Com um timbre de voz único, ela tenta muitas vezes dar entrevistas para veículos de imprensa brasileiros em português, certa vez viralizou e se tornou meme com a frase “Tanta saudade da minha avó”. Um ícone!

A atriz britânica, que também passou boa parte da adolescência no Canadá, tem uma longa carreira no cinema, consagrando-se na aclamada trilogia de terror “X”, que contou com as sequências “Pearl” e “Maxxine”, todas excelentes. Goth é conhecida no meio da cultura pop como a rainha do terror, já que a maior parte da sua cinebiografia é em filmes desse gênero.

Ela também fez “Ninfomaníaca: Volume II”, “Suspíria: A Dança do Medo” e o indicado ao Oscar “Frankenstein”, do diretor mexicano Guillermo del Toro.

2. Kaya Scodelario

Talvez seja uma das atrizes mais talentosas dessa lista. E uma das minhas favoritas também! Kaya Scodelario tem mãe brasileira, mas nasceu e cresceu na Inglaterra. Seu primeiro trabalho de destaque foi na aclamada série britânica “Skins” — lançada em 2007, uma espécie de “Euphoria” do Reino Unido.

Ganhou projeção mundial na saga “Maze Runner”, onde viveu Teresa, um dos principais destaques da distopia cinematográfica.

Kaya Scodelario tem um sotaque bastante charmoso e gracioso, recentemente ela viralizou na internet com uma entrevista, em que aparece falando um mineirês delicioso — muito embora sua família brasileira seja paulistana.

No seu currículo temos produções como “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, “Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City”, a série brasileira “Senna” e o que é, para mim, o maior trabalho como atriz da sua carreira, a série “The Gentlemen”, dirigida pelo excelente Guy Pearce.

1. Camila Mendes

Em primeiro lugar nessa lista, temos uma atriz que não é o maior talento dos quinze, mas atualmente é a que está em maior destaque em Hollywood e no mundo todo. Nascida em Virgínia nos EUA, Camila é filha de brasileiros e fala português fluentemente. Ganhou notoriedade internacional ao ser uma das protagonistas da série “Riverdale” — nunca assisti, mas não fico indiferente à sua importância para a cultura pop teen.

Além da série que a projetou mundialmente, Camila Mendes também foi destaque em farofas da Netflix como “O Date Perfeito”, “Justiceira” e “Mentiras Perigosas”, fez a excelente comédia romântica “Palm Springs”. E atualmente estrela, aquele que talvez seja seu maior filme, “Mestres do Universo”, live-action do icônico desenho animado “He-Man”.

Camila esteve no Brasil, ao lado do ator Nicholas Galitzine, para a divulgação de estreia do longa-metragem e arrancou risadas dos fãs, ao misturar palavras em inglês e português na mesma frase, durante suas entrevistas. A gata tem a força, né?

Por: Felipe Tavares

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Viva as gay! Heated Rivalry lidera indicações no TCA Awards 2026; Confira a lista completa dos indicados.

O ano de 2025 não poderia ter sido melhor para os atores Hudson Williams e Connor Storrie, intérpretes de Shane Hollander e Ilya Rozanov na série canadense Heated Rivalry, criada por Jacob Tierney.

A produção, de temática LGBTQIAPN+, é centrada no intenso romance entre dois jovens jogadores de times rivais de hóquei e rapidamente se tornou um fenômeno de audiência — primeiro entre a comunidade e seus simpatizantes — e depois rompeu essa bolha, sendo amplamente aclamada por diferentes públicos. O sucesso impulsionou de forma meteórica a carreira dos protagonistas, que hoje figuram entre os nomes mais comentados de Hollywood.

Inspirado na série de livros Game Changers, o drama agradou público e crítica e hoje lidera as indicações ao Television Critics Association (TCA) Awards 2026. O prêmio é votado por uma comissão de mais de 200 jornalistas dos Estados Unidos e Canadá. Ao todo, a produção canadense recebeu cinco indicações — o mesmo número de Industry (HBO Max) e da minissérie Widow’s Bay (Apple TV). Logo atrás aparecem Hacks, The Pitt e Pluribus, com quatro indicações cada.

Neste ano, o TCA também ampliou seu reconhecimento a produções de animação e séries internacionais. Infelizmente o Brasil ficou de fora da categoria internacional, que foi dominada por produções japonesas e sul-coreanas, mas a América Latina foi bem representada pelo drama chileno “A Casa dos Espíritos”, que conta com o ex- RBD, Alfonso Herrera, no elenco.

Alfonso Herrera, em "A Cada dos Espíridos" da Prime Video.

Veja a lista completa dos indicados:

Programa do Ano

The Comeback — HBO Max

Hacks — HBO Max

Heated Rivalry — Crave/HBO Max

Industry — HBO Max

The Late Show with Stephen Colbert — CBS

The Pitt — HBO Max

Pluribus — Apple TV

Shrinking — Apple TV

Widow's Bay — Apple TV


Melhor Série de Comédia

Abbott Elementary — ABC/Disney+

The Comeback — HBO Max

The Fall and Rise of Reggie Dinkins — NBC

Hacks — HBO Max

Verdade Oculta — FX

Margo Está em Apuros — Apple TV

Shrinking — Apple TV

Widow's Bay — Apple TV

 

Melhor Série de Drama

A Idade Dourada — HBO Max

Heated Rivalry — Crave/HBO Max

Industry — HBO Max

O Cavaleiro dos Sete Reinos— HBO Max

Paradise — Hulu

The Pitt — HBO Max

Pluribus — Apple TV

Task — HBO Max

 

Melhor minissérie

All Her Fault — Peacock

The Beast in Me — Netflix

Treta — Netflix

Morte por Relâmpago — Netflix

DTF St. Louis — HBO Max

Pela Metade — HBO Max

Lord of the Flies — Netflix

Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette — FX

 

Melhor Novo Programa

Alien: Earth — FX

The Fall and Rise of Reggie Dinkins — NBC

Heated Rivalry — Crave/HBO Max

O Cavaleiro dos Sete Reinos — HBO Max

Verdade Oculta — FX

Margo está em apuros— Apple TV

Pluribus — Apple TV

Widow's Bay — Apple TV

 

Melhor atuação em drama

Marisa Abela, Industry — HBO Max

Sterling K. Brown, Paradise — Hulu

David Harbour, DTF St. Louis — HBO Max

Katherine LaNasa, The Pitt — HBO Max

Ken Leung, Industry — HBO Max

Myha'la, Industry — HBO Max

Rhea Seehorn, Pluribus — Apple TV

Connor Storrie, Heated Rivalry — Crave/HBO Max

Hudson Williams, Heated Rivalry — Crave/HBO Max

Noah Wyle, The Pitt — HBO Max

 

Melhor atuação em comédia

Hannah Einbinder, Hacks — HBO Max

Elle Fanning, Margot está em apuros — Apple TV

Harrison Ford, Shrinking — Apple TV

Lisa Kudrow, The Comeback — HBO Max

Kate O’Flynn, Widow's Bay — Apple TV

Matthew Rhys, Widow's Bay — Apple TV

Jean Smart, Hacks — HBO Max

Tim Robinson, A Cadeira — HBO Max

 

Melhor Jornalístico

60 Minutes — CBS

The American Revolution — PBS

CBS This Morning — CBS

Disneyland Handcrafted — Disney+

Frontline — PBS

Have I Got News For You — CNN

Marty, Life Is Short — Netflix

Mr. Scorsese — Apple TV

 

Melhor Programa de Variedade/Talk-Show

The Daily Show — Comedy Central

Jimmy Kimmel Live! — ABC

Last Week Tonight with John Oliver — HBO Max

Late Night with Seth Meyers — NBC

The Late Show with Stephen Colbert — CBS

The Muppet Show: Sabrina Carpenter — Disney+

Saturday Night Live — NBC

 

Melhor Reality Show

Couples Therapy — Showtime/Paramount+

Finding Mr. Christmas — Hallmark

The Great British Baking Show — Netflix

Love on the Spectrum — Netflix

RuPaul's Drag Race — MTV

Survivor — CBS

Top Chef — Bravo

The Traitors — Peacock

 

Melhor Programa Familiar/Infantil

Disney Twisted-Wonderland: The Animation — Disney+

Electric Bloom — Disney+/Disney Channel

Percy Jackson and the Olympians — Disney+/Hulu

Phineas and Ferb — Disney+/Disney Channel

Stranger Things: Tales from ‘85 — Netflix

Vampirina: Teenage Vampire — Disney+/Disney Channel

Wizards Beyond Waverly Place — Disney+/Disney Channel

WondLa — Apple TV

 

Melhor Programa para Crianças

Carl the Collector — PBS KIDS

The First Snow of Fraggle Rock — Apple TV

Mickey Mouse Clubhouse+ — Disney+/Disney Jr.

Phoebe & Jay — PBS KIDS

Snoopy Presents: A Summer Musical — Apple TV

Sofia the First: Royal Magic — Disney+/Disney Jr.

Weather Hunters — PBS KIDS

The Wonderfully Weird World of Gumball — Hulu

 

Melhor Programa de Animação

Bob's Burgers — Fox

Haunted Hotel — Netflix

Invincible — Prime Video

King of the Hill — Hulu

Long Story Short — Netflix

The Simpsons — Fox

South Park — Comedy Central

Star Wars: Maul – Shadow Lord — Disney+

Women Wearing Shoulder Pads — Adult Swim

 

Melhor Série Internacional

O Namorado (Japão) — Netflix

Crime Scene Zero (Coreia do Sul) — Netflix

Gotas Divinas (Japão/França) — Apple TV

A Cada dos Espíritos (Chile) — Prime Video

Até o Último Samurai (Japão)  — Netflix

Round 6 (Coreia do Sul)  — Netflix

Por: Felipe Tavares


PS: Filmes, séries, livros e programas citados nesse post: 🎬 A Casa dos Espíritos 🎬 Game Changer (livro) 🎬 Hacks 🎬 Heated Rivalry 🎬 Industry 🎬 Pluribus 🎬 The Pitt 🎬 Widow's Bay

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